Imagem capa - Desmame por Ana Megs Fotografia

Desmame




Oiii, como vocês estão? Vamos conversar? 

   Quando eu estava grávida li muito sobre amamentação e pós parto. Na internet tinha uma infinidade de sites explicando sobre o assunto e ressaltando os cuidados com as mamas durante o período. Porém no desmame eu não encontrei as informações que eu precisava saber para que não houvesse problemas com as mamas e com o relacionamento com o bebê. É importante salientar aqui, que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde é de que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses e que se estenda até os 2 anos de vida. Quando entendi que o desmame poderia ser feito, o Pedro já estava com 2 anos e 9 meses. Embora eu tenha lido muito sobre amamentação e meu período de amamentação ter sido tranquilo, sem mastites ou quaisquer problemas com as mamas, o meu desmame foi bem complicado.


   Sim, eu tive mastite no desmame. A minha mastite se deu por eu ter interrompido a mamada muito rápido, já que meu filho gostava de mamar durante o dia e principalmente durante a noite. Por ter interrompido tão rápido, a produção de leite continuou e eu comecei a ver que o leite saia com uma cor branco mais quente, puxando para o amarelo claro. Achei que era a gordura do leite, mas infelizmente era o começo da minha mastite. Entrei em contato com meu médico, relatei o que estava acontecendo, ele fez o exame de toque nas mamas e realmente estavam obstruídos os ductos mamários. Precisei tomar antibióticos junto com um remédio especifico para secar o leite. Foi um processo cansativo e doloroso por conta da mastite.


   A minha dica para você que esta pronta para fazer o desmame, e que tenha um bebê que esteja pronto para isso também, é que consulte um especialista em saúde e amamentação antes de fazer o processo, para poder te orientar e você não ter problemas com a mama. Por outro lado, diria até o lado mais importante do desmame, está o seu bebê. Fazer o desmame de forma gradativa, substituindo uma mamada por um alimento, por exemplo, faz o desmame ser menos invasivo, podendo dar tempo para o bebê se habituar e entender que ele já não precisa mamar.


   Meu filho realmente já estava pronto, meu medo era de que pudéssemos não ter mais a conexão de antes por conta do desmame. Pelo contrário, a nossa ligação cada dia se fortalece mais, independente de eu oferecer ou não meu seio para ele. De vez em quando ele tem saudade e pede pra por a mão kkkkkkkkkk, mas o desmame foi muito importante no processo da alimentação dele e eu realmente fiz na melhor hora.  

   Espero ter ajudado vocês de alguma forma com o meu relato.

Beijinhos,

Megs.